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Onde vais com a tua oração?

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Queridas irmãs, queridos irmãos, queridos amigos  Deixemos que estas leituras nos alimentem, sintamos o seu sabor, deixemos que elas cheguem ao nosso interior, façamos a sua digestão, até que elas se confundam com a nossa vida. Se quiséssemos tentar unir os três textos que nos foram servidos com um verbo, com um conceito, com um tema, eu acho que estávamos de acordo, quanto a isso de permanecer, quanto a isso de perseverar. É talvez dos verbos que já se escolheram o verbo permanecer, é talvez o verbo mais importante do cristianismo porque é o verbo dos amantes, porque é o verbo dos que não desistem, dos que não voltam a cara, é o verbo dos que se dispõem a amar, a voltar a amar, aprender a amar.  Deixemos que seja o verbo permanecer a iluminar os textos deste dia, deste domingo, deixemos que seja este verbo a escolher-nos a nós, mais do que sermos nós a escolhê-lo, deixemos que este verbo nos escolha. Isto de permanecer, dos mil sentidos que ele pode ter, o verbo, talv...

Da importância de ser último - Maria rainha 22 de agosto

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    Queridas irmãs, queridas amigas  Celebramos Jesus, é o que acontece sempre que nos juntamos à volta desta mesa, celebramos o nosso Deus pascal, o Deus que precisa da nossa carne, o Deus que precisa da nossa fragilidade, o Deus que não vem cá aliviar-nos da nossa condição, safar-nos da nossa condição. Não é um Deus que altera as leis da natureza, para que a nossa fragilidade seja mais fácil de suportar. Nós celebramos o Deus mais encantado com a nossa condição, e que escolheu para sua morada a nossa carne, o Deus que habita a nossa fragilidade.  E esse é o Deus Pascal, esse que nós experimentamos a cada hora, a cada dia, o Deus que se manifesta nas nossas escolhas, no nosso cuidado, nas nossas palavras, nos nossos silêncios, nas nossas presenças. Esse é o nosso amado, esse é a razão de estarmos aqui e é a razão de nos levantarmos da cama. E por lhe chamarmos todos os nomes, e por termos para com Ele todo o carinho, nós que aproveitamos os títulos que na An...

Amados imperfeitos

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Queridas irmãs, queridas amigas,   Saboreemos o detalhe com que abre este parágrafo, que nos foi servido do evangelho. Jesus está a caminho de Jerusalém. Estamos no XIII capítulo do evangelho de Lucas, já estamos numa outra geografia e caminho que Lucas nos oferece, o caminho de Jesus para Jerusalém, mais do que um caminho geográfico é um caminho catequético, é um caminho pedagógico.   E não sei o que vos parece, mas, os textos que nos são servidos neste XXI domingo do tempo comum, todos eles nos recordam que estamos em processo. Se quisermos, imaginemo-nos na cena do evangelho, nós também estamos com Jesus  a caminho de Jerusalém.  Os discípulos, mesmo nessa hora, mesmo na grande subida a Jerusalém para a derradeira Páscoa, cada um sobe com as suas motivações, cada um traduziu o que quis e o que Jesus foi dizendo.  E nós também estamos na nossa subida para Jerusalém, com os nossos ouvidos que às vezes funcionam uns dias melhores do que outros, e tamb...

Merecimento: essa cegueira desejada

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Queridas irmãs, queridas amigas  Recebamos estes para alimentarem a nossa Páscoa, para não nos deixarem na mesma, para nos ajudarem na nossa tarefa de busca e de desejo de seguir Jesus, imitar Jesus. Possam estes textos contribuir para sermos mais Jesus, mais Jesus uns para os outros. Eu não quero fugir às minhas responsabilidades, o capítulo 34 deste livro de Ezequiel, dirige-se aos pastores, aos maus pastores e isto também me toca, mas ainda assim com Jesus dado que acabou-se o sacerdócio, por muito que isso nos custe porque nós não suportando isso fomos resgatar essa espécie de tribo a quem a gente delega o poder de mediação, nós sabemos que não faz sentido, a mediação é Jesus. A carta aos judeus é clara em relação ao sacerdócio, só faz sentido de facto, sacerdócio batismal. Todos somos Jesus em espelho, uns para com os outros. É verdade que este texto se dirige à classe dos pastores, dos líderes do povo, mas nós que seguimos Jesus e somos chamados a imitá-lo, nós somos ...

O Deus que para matar a fome precisa do teu pão

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  Queridas irmãs, queridos irmãos, queridos amigos    Que bom que não precisamos de histórico, que bom que não precisamos de razões para nos sabermos irmãos, para nos sabermos famintos, para nos sabermos com lugar à volta desta mesa e, não foi encomendada, mas esta experiência imerecida de minipessoinhas aos berros, aos gritos, se calhar é mais ou menos assim que acontece no reino dos céus. A quantidade de filhos que clamam ao pai, é possível que seja assim uma espécie de ruído envolvente a vida diária de Deus nosso Pai.  Saboreemos nesta hora a nossa condição de filhos que é em tudo igual a estas minipessoinhas que que vão fazendo a nossa música de fundo.  " Pedi e dar-se-vos-á", "batei à porta e abrir-se-vos-á", "tudo o que pedirdes vos será concedido". Como assim Senhor? Como? Como assim tudo? Não percebo o teu ponto, não percebo onde queres chegar. Quanto mais nos distanciamos desta condição de bebés e de crianças, mais percebemos que esta fras...